Já o ciclo das rochas, esse realmente se inicia com o vulcanismo. Seja esse intrusivo ou extrusivo, toda rocha tem seu início no interior do planeta. É depois que essa rocha será magmática, sedimentar ou metamórfica. Primeiramente o magma é expelido do interior. Se ele vai chegar ou não, ou com facilidade ou não à superfície da Terra, isso é a sua composição química que irá dizer. Se ele for básico, com pouco teor de Sílica (areia – SiO2), ele será basáltico e virá a superfície através dos grandes derrames. Quando há fissuras na crosta, esse tipo de magma consegue chegar a superfície, extravasando-se. Nas dorsais meso-oceânicas acontece isso. Nos grandes derrames basálticos do passado também (como o da Bacia de Paraná, sendo o considerado pela ciência como o maior derrame da história). Os basaltos têm uma aparência escura e vítrea, pois o rápido resfriamento do magma não proporciona o crescimento dos grãos, como nas rochas magmáticas extrusivas. Já nas rochas intrusivas ou plutônicas, o ambiente de formação é totalmente diferente do ambiente de formação das rochas extrusivas. Como são formados por magmas com teores de sílica mais altos, esses magmas são, na verdade, bem menos viscosos. Não têm a capacidade de passar for fendas na crosta e quando expelidos por uma grande pressão interior formam os cones vulcânicos, erguendo a superfície. Muitas das vezes, esse magma não tem pressão e condições suficientes para formar os cones ou chaminés, então ele irá ocupar grandes espaços dentro da crosta. São esses grandes blocos que formam os granitos que hoje conhecemos. O pão-de-açúcar, no Rio de Janeiro, é um grande exemplo de granito que se formou no interior da crosta, demorou a se resfriar e depois foi exposto pela erosão do material logo acima. Foi arredondado pela ação dos agentes exógenos, modeladores do relevo. Às vezes essas câmaras magmáticas gigantes englobam partes das rochas encaixantes, o que pode alterar um pouco a composição do magma. A depender do magma, esse pode ocupar os espaços vazios não só na vertical, mas também na horizontal. E cada uma dessas formas recebe um nome diferente.
É claro que uma rocha sedimentar pode ser, posteriormente, uma rocha magmática, mas muito antes de ser sedimentar ela foi magmática, com certeza, porque o inicio do ciclo das rochas se dá dentro de nosso planeta, com o magma que é expelido (ou desnudado). Sendo assim, independentemente do ambiente de formação da rocha (tanto faz se esta se formou no interior da crosta terrestre ou na superfície desta), ela, uma vez na superfície, sofre a ação dos agentes modeladores do relevo. Esses agentes, melhor esclarecidos mais abaixo, irão transformar a rocha em sedimentos, de diferentes tamanhos e composições, indo desde argilas a cascalhos (clastos). Bom, a rocha que fez essa “doação” de sedimentos é chamada de fonte.
As rochas sedimentares podem se formar a partir de rochas oriundas de uma ou mais fontes. A depender do ambiente em que essas rochas irão se depositar e da granulometria (tamanho dos sedimentos: argilas, areias e clastos). Ah, já ia me esquecendo, a granulometria também depende muito dos agentes exógenos a que a rocha foi exposta (amplitude térmica, vento, chuva, gelo e etc) e do tipo de rocha que está sendo intemperizada e, posteriormente, erodida. Se forem argilas, por exemplo, serão carregadas pelos rios até lagos e oceanos e serão depositadas assim que as águas estiverem calmas, condição necessária para que ela decante e vá se depositar no fundo. Por isso que as rochas sedimentares são importantes para que o passado da superfície da terra seja reescrito, porque onde se encontra argila depositada em camadas, por exemplo, pode indicar lagos ou lagoas. Para que se formem rochas sedimentares, sejam quais forem os sedimentos, é necessário o peso de sedimentos superiores, para elevar a pressão e a temperatura sobre os sedimentos inferiores. A temperatura tem que chegar a aproximadamente 250°C, para que haja o processo de formação de rochas sedimentares. É considerado um processo de baixa pressão (porque só atua o peso dos próprios sedimentos) e de baixa temperatura (se comparados com as temperaturas de metamorfismo e de fusão das rochas).
Próximo passo é saber que o peso dos sedimentos superiores ira causar, alem de um aumento de pressão e de temperatura, uma reorganização dos clastos e das partículas. Haverá uma drástica redução dos espaços vazios (porosidade), através de um processo chamado compactação.
Na próxima etapa da transformação de sedimentos em rochas sedimentares temos a dissolução, que pode ocorrer tanto pela entrada de água intersticial (é uma solução aquosa que se infiltra na coluna de sedimentos e irá ocupar os espaços vazios entre os grãos – possui íons de minerais dissolvidos na água, pela ação do intemperismo químico), quanto pela ação da pressão de soterramento (ação do peso da coluna de sedimentos), com a deformação das rochas em seus contatos.
Na cimentação, os íons presentes nas soluções que estão entre os poros fazem o que o nome sugere, cimentam as unidades de rocha, unindo-as, de tal forma a virarem um bloco único.
No ultimo passo, chamado de recristalização diagenética, é quando os sedimentos já cimentados transformar-se-ão em rochas sedimentares, pois sua estrutura será alterada pela pressão e pela temperatura. Esses foram as quatro etapas existentes no processo de transformação de sedimentos em rochas sedimentares. Tal conjunto é chamado de Diagênse ou Litificação.
Tudo isso é muito bonito mas não para por ai não, pessoal. Acabamos de ver que o peso da coluna de sedimentos eleva a temperatura e a pressão, a ponto de transformar um grupo de sedimentos em rocha. Mas o que aconteceria se elevássemos mais ainda a pressão e a temperatura? Alguém tem idéia do que ocorreria? Hmmm, muito bem. Transformaria a rocha em outra, mais modificada ainda. E o nome dessa rocha é... Metamórfica. Como o próprio nome diz, metamorfismo é a transformação de uma rocha em outra, com outras características. Sim, porque nas rochas sedimentares, cada grão ainda conserva suas características individuais. Já nas metamórficas não, o processo é tão intenso que pode perder algumas de suas características. Se nas rochas sedimentares o peso é só da coluna de sedimentos, nas metamórficas a pressão é bem maior porque as rochas tem de descer, em geral, a profundidades bem maiores. A temperatura também, se nas sedimentares a temperatura gira em torno de 250°C, nas metamórficas as temperaturas são mais altas, no entanto não chegam a ultrapassar a faixa de 700 / 800°C (ponto de fusão dos minerais). O Grau de Metamorfismo pode ser Baixo, Médio ou Alto, determinado pela combinação dos fatores Temperatura e Pressão. Há vários tipos de metamorfismo, sendo que o ambiente em que ele ocorre é que determina seu tipo, pois dá o conjunto PT (Pressão e Temperatura). O Metamorfismo Regional ocorre na descida da placa, em zona de subducção, onde uma placa desliza sobre a outra. A medida que a placa desce, aumenta o grau do metamorfismo e, conseqüentemente, o grau de alteração da rocha. A pressão é enorme e a temperatura também, chegando a 750°C. O Metamorfismo de Contato ocorre no contato das rochas encaixantes com as câmaras de magma, localizadas abaixo da crosta. Aquelas rochas que estão em contato com as câmaras, sofrem transformação. Outro tipo de metamorfismo é aquele que ocorre no limite entre placas com movimento transformante, chamado Cataclástico ou Dinâmico. Como ocorre um movimento onde uma placa desliza lateralmente em relação a outra, como na Falha de Santo André, o contato gera uma pressão muito forte. Já o Metamorfismo de Soterramento ocorre quando partes de uma bacia sedimentar subsidem (descem) e a temperatura é aumentada. A diferença entre esse metamorfismo e o processo de diagênese é a escala de temperatura e pressão, que são um pouco maiores se comparadas ao processo formador de rochas sedimentares. Dados esses tipos de metamorfismo (que são os mais comuns), é importante dizer ainda que as rochas sedimentares possuem, normalmente, uma estrutura que depende do direcionamento da pressão a que foram submetidos, em sua formação. Caso não tenham sofrido pressão dirigida, irão apresentar estrutura maciça, com crescimento de grãos e preservação de parte das características da rocha formadora. Caso tenham sofrido uma pressão direcionada, adquirem estruturas orientadas e desenvolvem foliações (semelhantes a um pacote de folhas de ofício, visto de lado). Para completar o ciclo das rochas, caso a temperatura aumente muito, as rochas entraram em fusão e o magma resultante terá a composição dessas rochas que lhe deram origem. Como foi visto, um tipo sempre pode originar os outros dois, e retornar depois ao mesmo, perfazendo assim o ciclo.
É claro que uma rocha sedimentar pode ser, posteriormente, uma rocha magmática, mas muito antes de ser sedimentar ela foi magmática, com certeza, porque o inicio do ciclo das rochas se dá dentro de nosso planeta, com o magma que é expelido (ou desnudado). Sendo assim, independentemente do ambiente de formação da rocha (tanto faz se esta se formou no interior da crosta terrestre ou na superfície desta), ela, uma vez na superfície, sofre a ação dos agentes modeladores do relevo. Esses agentes, melhor esclarecidos mais abaixo, irão transformar a rocha em sedimentos, de diferentes tamanhos e composições, indo desde argilas a cascalhos (clastos). Bom, a rocha que fez essa “doação” de sedimentos é chamada de fonte.
As rochas sedimentares podem se formar a partir de rochas oriundas de uma ou mais fontes. A depender do ambiente em que essas rochas irão se depositar e da granulometria (tamanho dos sedimentos: argilas, areias e clastos). Ah, já ia me esquecendo, a granulometria também depende muito dos agentes exógenos a que a rocha foi exposta (amplitude térmica, vento, chuva, gelo e etc) e do tipo de rocha que está sendo intemperizada e, posteriormente, erodida. Se forem argilas, por exemplo, serão carregadas pelos rios até lagos e oceanos e serão depositadas assim que as águas estiverem calmas, condição necessária para que ela decante e vá se depositar no fundo. Por isso que as rochas sedimentares são importantes para que o passado da superfície da terra seja reescrito, porque onde se encontra argila depositada em camadas, por exemplo, pode indicar lagos ou lagoas. Para que se formem rochas sedimentares, sejam quais forem os sedimentos, é necessário o peso de sedimentos superiores, para elevar a pressão e a temperatura sobre os sedimentos inferiores. A temperatura tem que chegar a aproximadamente 250°C, para que haja o processo de formação de rochas sedimentares. É considerado um processo de baixa pressão (porque só atua o peso dos próprios sedimentos) e de baixa temperatura (se comparados com as temperaturas de metamorfismo e de fusão das rochas).
Próximo passo é saber que o peso dos sedimentos superiores ira causar, alem de um aumento de pressão e de temperatura, uma reorganização dos clastos e das partículas. Haverá uma drástica redução dos espaços vazios (porosidade), através de um processo chamado compactação.
Na próxima etapa da transformação de sedimentos em rochas sedimentares temos a dissolução, que pode ocorrer tanto pela entrada de água intersticial (é uma solução aquosa que se infiltra na coluna de sedimentos e irá ocupar os espaços vazios entre os grãos – possui íons de minerais dissolvidos na água, pela ação do intemperismo químico), quanto pela ação da pressão de soterramento (ação do peso da coluna de sedimentos), com a deformação das rochas em seus contatos.
Na cimentação, os íons presentes nas soluções que estão entre os poros fazem o que o nome sugere, cimentam as unidades de rocha, unindo-as, de tal forma a virarem um bloco único.
No ultimo passo, chamado de recristalização diagenética, é quando os sedimentos já cimentados transformar-se-ão em rochas sedimentares, pois sua estrutura será alterada pela pressão e pela temperatura. Esses foram as quatro etapas existentes no processo de transformação de sedimentos em rochas sedimentares. Tal conjunto é chamado de Diagênse ou Litificação.
Tudo isso é muito bonito mas não para por ai não, pessoal. Acabamos de ver que o peso da coluna de sedimentos eleva a temperatura e a pressão, a ponto de transformar um grupo de sedimentos em rocha. Mas o que aconteceria se elevássemos mais ainda a pressão e a temperatura? Alguém tem idéia do que ocorreria? Hmmm, muito bem. Transformaria a rocha em outra, mais modificada ainda. E o nome dessa rocha é... Metamórfica. Como o próprio nome diz, metamorfismo é a transformação de uma rocha em outra, com outras características. Sim, porque nas rochas sedimentares, cada grão ainda conserva suas características individuais. Já nas metamórficas não, o processo é tão intenso que pode perder algumas de suas características. Se nas rochas sedimentares o peso é só da coluna de sedimentos, nas metamórficas a pressão é bem maior porque as rochas tem de descer, em geral, a profundidades bem maiores. A temperatura também, se nas sedimentares a temperatura gira em torno de 250°C, nas metamórficas as temperaturas são mais altas, no entanto não chegam a ultrapassar a faixa de 700 / 800°C (ponto de fusão dos minerais). O Grau de Metamorfismo pode ser Baixo, Médio ou Alto, determinado pela combinação dos fatores Temperatura e Pressão. Há vários tipos de metamorfismo, sendo que o ambiente em que ele ocorre é que determina seu tipo, pois dá o conjunto PT (Pressão e Temperatura). O Metamorfismo Regional ocorre na descida da placa, em zona de subducção, onde uma placa desliza sobre a outra. A medida que a placa desce, aumenta o grau do metamorfismo e, conseqüentemente, o grau de alteração da rocha. A pressão é enorme e a temperatura também, chegando a 750°C. O Metamorfismo de Contato ocorre no contato das rochas encaixantes com as câmaras de magma, localizadas abaixo da crosta. Aquelas rochas que estão em contato com as câmaras, sofrem transformação. Outro tipo de metamorfismo é aquele que ocorre no limite entre placas com movimento transformante, chamado Cataclástico ou Dinâmico. Como ocorre um movimento onde uma placa desliza lateralmente em relação a outra, como na Falha de Santo André, o contato gera uma pressão muito forte. Já o Metamorfismo de Soterramento ocorre quando partes de uma bacia sedimentar subsidem (descem) e a temperatura é aumentada. A diferença entre esse metamorfismo e o processo de diagênese é a escala de temperatura e pressão, que são um pouco maiores se comparadas ao processo formador de rochas sedimentares. Dados esses tipos de metamorfismo (que são os mais comuns), é importante dizer ainda que as rochas sedimentares possuem, normalmente, uma estrutura que depende do direcionamento da pressão a que foram submetidos, em sua formação. Caso não tenham sofrido pressão dirigida, irão apresentar estrutura maciça, com crescimento de grãos e preservação de parte das características da rocha formadora. Caso tenham sofrido uma pressão direcionada, adquirem estruturas orientadas e desenvolvem foliações (semelhantes a um pacote de folhas de ofício, visto de lado). Para completar o ciclo das rochas, caso a temperatura aumente muito, as rochas entraram em fusão e o magma resultante terá a composição dessas rochas que lhe deram origem. Como foi visto, um tipo sempre pode originar os outros dois, e retornar depois ao mesmo, perfazendo assim o ciclo.

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